Mosteiro da Transfiguração

Em Vossa Luz contemplamos a Luz!

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Histórico

   Nosso Mosteiro foi fundado na diocese de Santo Amaro – SP no dia 15 de agosto de 1996. Foi transferido para a diocese de Santo Ângelo – RS em novembro de 1999 e assumido pelo Sr. Bispo diocesano Dom Estanislau Amadeu Kreutz, bispo desta mesma diocese.
   Hoje o mosteiro está incorporado na Congregação Beneditina Sublacense Cassinense(província Hispânica) e elevado à condição de priorado conventual “sui juris” em 11 de agosto de 2010.
   O Prior-Fundador, Dom Cristiano Collart OSB, é um monge da Bélgica. Nascido em 16/11/43, entrou na Abadia de Mont César (Louvain) em 01/09/62. Fez profissão onástica em 23/05/65. Recebeu a Ordenação Sacerdotal a 23/09/72. Cursou dois anos de Ciência Religiosa na Universidade de Louvain, dois anos de Filosofia no Studium da Abadia de Maredsous, quatro anos de Teologia no Seminário de Namur, ligado à Universidade de Louvain, onde também cursou dois anos de especialização em Sagrada Liturgia. Trabalhou doze anos na fundação monástica de Maredsous, no Mosteiro São João Evangelista de Quevy-le-Grand.

Dom Prior Cristiano Collart e Dom Bernardo

Características de nossa Comunidade

   O Mosteiro da Transfiguração é um mosteiro clássico. Vivemos segundo a Santa Regra de São Bento, rezamos o Ofício Divino de maneira monástica. Uma das particularidades do nosso mosteiro é a abertura ao "Novo Pentecostes" que o Concílio Vaticano II desejou para a Igreja de nosso tempo.

Igreja do Mosteiro da Transfiguração

   A vida sacerdotal não é a nossa primeira opção, mas sim a consagração de nossas vidas à contemplação, ao silêncio e à oração, seguindo os conselhos evangélicos. No entanto, quando possível, o monge pode dedicar-se também ao estudo de Filosofia e Teologia, ou então, a outro curso útil à comunidade.

    Aquele que vem ao nosso mosteiro, logo percebe o grande carinho que temos para com a iconografia oriental. A veneração aos Santos Ícones também faz parte de nossa vida, favorecendo assim, nossa oração e contemplação, "pois o céu está conosco", segundo a espiritualidade Igreja Oriental.

   Nas grandes festas litúrgicas, temos a graça de entronizá-los solenemente em nossa igreja, possibilitando-nos assim, bem como a todos os fiéis, a contemplação mais concreta do mistério celebrado. Com certeza, esta redescoberta da riqueza da iconografia que a Igreja Ocidental vem fazendo é um passo importantíssimo para a unidade e fraternidade com nossos irmãos da Igreja Oriental.

   SOMOS INTERCESSORES EM FAVOR DE TODOS OS HOMENS PARA QUE SE SALVEM E CHEGUEM AO CONHECIMENTO DO AMOR E DA MISERICÓRDIA DE DEUS: SALVAÇÃO PESSOAL E SALVAÇÃO DO MUNDO SEGUNDO SÃO SILOUANE DO MONTE ATOS

   O que nos é apresentado aqui reveste-se de grande importância por dois motivos essenciais:

   1− Trata-se de genuína espiritualidade monástica;

   2− É herança da espiritualidade oriental (ortodoxa/bizantina) à qual nossa comunidade devota particular carinho.


Na tradição Patrística

   De acordo com o ensinamento dos Padres da Igreja e Monásticos particularmente São João Clímaco, São João Crisóstomo, Santo Isaac o Sírio, São Máximo o Confessor, Evágrio Pôntico, São Simeão o Novo Teólogo, Santo Antão, São Macário o Egípcio e, mais recentemente, São Serafim de Sarov, a salvação pessoal é indissociável da salvação do mundo, ambas condicionando-se mutuamente e equilibrando-se pela oração e fidelidade ao carisma monástico.


No ensinamento de São Silouane do Monte Atos

   Este grande monge e santo da Igreja ortodoxa é um sinal eloqüente desta vocação do monge como agente privilegiado na salvação da humanidade, e quando S. Silouane fala de “humanidade” ele engloba toda e qualquer pessoa em todos os tempos e lugares sem qualquer tipo de exceção. O que ele viveu e nos deixou pode ser definido como o mistério da compaixão à semelhança do coração de Deus vivido no silêncio e na solidão da vida monástica.

   De seus ensinamentos destacamos algumas frases:

   “Quem conhece o amor de Deus, ama o mundo inteiro”

   “O monge é um homem que reza e chora pelo mundo inteiro; e é esta a sua principal ocupação”.

   “O que incita o monge a chorar pelo mundo inteiro? É Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ele dá ao monge o amor do Espírito Santo, e este Espírito enche o coração do monge de dor pelos homens, porque eles não estão todos no caminho da salvação”.

Icone de São Silouane

 
 

Apostolado

"Os Monges são os pulmões da Igreja" (Paulo VI)

   O monge faz sua e participa da missão de Cristo e da Igreja mediante sua doação pessoal a Deus e fidelidade à vida monástica. Seu apostolado está em seu coração orante e purificado, no qual se encontram as alegrias e tristezas de toda a família humana. O mosteiro é sinal silencioso da presença transcendente de Deus entre os homens. É uma profecia da comunhão com Deus a qual Cristo nos convida. “O Reino Deus está no meio de vós”(Lc. 17,21). Com sua oração, sustenta, misteriosamente, a missão de toda Igreja, permanecendo diante do Senhor dia e noite. Usando as célebres e sábias palavras de Paulo VI, os mosteiros são como que “os pulmões da Igreja”.

   Não realizamos obras de apostolado fora dos muros do mosteiro. No entanto, nossas portas estão sempre abertas para o povo. Aqueles que vêm ao mosteiro são convidados a compartilhar conosco do clima de solidão e silêncio, onde floresce a lembrança de Deus e a oração pura e contínua. Pela hospitalidade, o mosteiro compartilha o fruto de sua contemplação e trabalho. É uma hospitalidade aberta a todos, sem distinção. “Todos os hóspedes que chegarem ao mosteiro sejam recebidos como o Cristo, pois Ele próprio irá dizer: ‘Fui hóspede e me recebestes’”(RB.53,1). Nossa liturgia também é um espaço de hospitalidade. Todos são convidados à participar de nossos momentos de celebração do Ofício Divino (Liturgia das Horas) e da Eucaristia, que se realizam na igreja do mosteiro diariamente. “Nas regiões onde existem mosteiros, a vocação dessascomunidades é favorecer a partilha da Oração das Horas com os fiéis e permitir a solidão necessária a uma oração pessoal e intensa” (C.Ig.C., 2691).

Monge

   Num mundo onde o “falar” se tornou algo muito cultivado e o “ouvir”, negligenciado, o mosteiro assume um importante papel no acolhimento das pessoas, que desejam partilhar suas dificuldades, anseios, alegrias e tristezas. Nos dispomos a recebê-las para o aconselhamento espiritual, atendimento de confissões ou, simplesmente, para ouvir aquele que precisa falar.